quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Respeito e carinho

Com os meus olhos eu te conto o que desejo
Desejo estar ao teu lado
Desejo morar no teu íntimo
Habitar entre teus lábios
Segurar a tua mão enquanto vejo seus cabelos ao vento.

Meus olhos delatores me denunciam
Que o meu amor velado
Carregado de admiração
Não quer mais que dividir contigo a vida.
Habitar sob a luz brilhante do teu olhar
Morando no teu abraço
Segurando tua mão durante a tempestade violenta.

Meus olhos, traidores que são te dirão
O que eu nunca quis revelar por medo ou insegurança
Que eu desejo cada beijo seu
Cada abraço
Seu reconhecimento
Carinho cheio de respeito
Respeito mútuo
Confiança plena.

Meu olhos
Minha boca e meus ouvidos
Minhas mãos e meu corpo
Não desejam mais do que poderiam desejar
Amor-amizade, amizade-amor
Verdadeiro laço fundado na fé de olhos sinceros
E lábios comprometidos com a sinceridade.

Brener Alexandre 14/02/2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Coração sem palavras

Não tenho palavras para descrever o que sinto...
Não as palavras adequadas, as corretas...
Meu coração nunca fui bom com palavras
Sempre foi bom com gestos

Meu coração não sabe dizer: “te amo”
Mas saber amar com beijos e abraços carregados de ternura
Carinho respeitoso, respeito carinhoso

Meu coração não tem palavras para se expressar
Mas ele se expressa agindo
Não diz nada
Apenas faz
Entre suspiros e olhares

Contempla seu sorriso em silêncio
E te ama em segredo.
Sonha com o teu amor.

Não tenho palavras para falar do que sinto
Porque já não tenho voz, pois você se tornou o ar que respiro
O sopro divino que me dá vida
A luz do sol que leva as cores do mundo para os meus olhos.

Não tenho palavras, nem eu, nem o meu coração
Mas cada suspiro, cada gesto, cada olhar me denúncia
Denúncia o meu amor e cada vez que te vejo me entrego
Entre sonhos e desejo de te pertencer por inteiro
Preenchendo esse vazio que a tua ausência deixou.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Cura

Preciso de você, seja o remédio que vai aliviar a minha dor
Quero você e só você pode diminuir a minha angustia.
Seja a minha cura.
Sara minhas feridas.

Seja o antídoto para a minha doença
Porque quanto mais só, mais doente
Solidão me é como um câncer se multiplicando em metástase.
E apenas tua doce companhia pode me curar.

Preciso de você, seja o remédio que vai trazer paz ao meu coração.
Quero apenas você, só você pode transformar minha tristeza em alegria.
Seja a minha cura.
Sara minhas feridas.

Eu sei, eu sei que todo remédio é feito com veneno.
A droga que cura pode ser a droga que mata.
Não sou viciado no teu amor, apenas preciso da cura.
Porque meu coração está doente.
Minha mente está perdida.
Minha alma sangra...

Preciso de você, seja o remédio para a minha vida
Quero você e apenas você pode diminuir esta dor atroz no meu peito.
Seja a minha cura.
Sara as minhas feridas.
Não me deixe morrer aqui sozinho
Não me deixe doente por seu amor.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Não queremos um santo, mas gostaríamos de um governante de verdade: O Brado retumbante e o sonho brasileiro.

O seriado O brado retumbante exibido na rede globo recentemente abordou uma temática atualíssima e presente no dia-a-dia do brasileiro. Trata-se da corrupção no cenário político com riqueza de detalhes que só a ficção poderia apresentar, e ou representar. Um homem que está longe de ser o “salvador da pátria” cai de pára-quedas na presidência da república, um homem que não é um santo na sua vida privada, mas que se esforça ao máximo para ser honesto na vida pública. O brado retumbante retrata o sonho que talvez nem Platão sonhara quando escrevia as páginas da sua República propondo um governo de filósofos. O sonho de acabar com a corrupção sempre vai ter o aroma e o sabor de utopia, mas será que um dia conseguiremos transformar a utopia em um desejo realizável? Em tempos de voto distrital, movimentos populares contra a corrupção e o uso das mídias sociais como veículo para estes movimentos, acredito que possamos ainda sem consciência de fato, estar escrevendo um capitulo importante da nossa história. O brado retumbante nos mostra que não queremos santos na política, ideais de perfeição, mas queremos homens e mulheres interessados, com efeito, em governar o país, em dirigi-lo punindo os que buscam dar um “jeitinho” para se dar bem. O Brasil com tamanha diversidade étnica e em sua biodiversidade carece de um estadista que sendo homem com seus defeitos seja indefectível no poder é o paradoxo da humanidade acreditar numa idéia e ir até o fim por ela. Todos os vícios da vida privada convertidos em virtudes na vida pública, como desejaríamos que fosse assim, mas nem sempre é. Uma mãe que desacredita no filho, uma esposa traída, ser um pai que não aceita a homosexualidade do filho, e mesmo assim ser um homem capaz de ser presidente. Ser presidente é ser presente é estar presente, é incorporar a alma da nação o sonho de milhões que querem uma vida digna. Maquiavel sabia muito bem que o homem de vida pública, o príncipe (aquele que é o principal) precisa ser excelente, eficaz, mas também precisa da ajuda da sorte para conseguir vencer as dificuldades que hão de surgir. Maquiavel tão criticado pelo seu oportunismo, pelo seu “desleixo moral” foi quem percebeu que o que faz o homem público não é ser um bom esposo, ou um bom pai, Sócrates e Péricles, ambos de Athenas não discordariam dele, mas a eficiência na ação ao agir no momento certo e uma ajuda da fortuna (deusa romana que personifica a sorte) é que garantem um bom governo, será que é melhor ser amado ou ser temido? A resposta a esta pergunta pode ser a solução de um problema que a mais ou menos 500 anos habita o solo brasileiro.