segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pulsão de morte

Às vezes tenho desejo de partir
Às vezes tenho vontade de sumir
Tenho sede de paz
Fome de silêncio.

Às vezes tenho vontade de falar
Às vezes tenho vontade de berrar
Desatar o nó da garganta
Estou engolindo a falta de esperança.

Às vezes penso que não deveria ter nascido
Que não deveria ter entrado no mundo ter sido concebido.
A alma dói
O coração sangra.

Entre a vida e a morte
Entre o desejo e a sorte
Impulsionado pelo destino
Fugindo dos meus desatinos.

Às vezes quero inexistir
Às vezes quero sorrir
E não consigo
E finjo
E choro.

Às vezes quero me esconder
Porque tenho medo
De viver
De sofrer.

Às vezes a vida me empurra
Entre vontades absurdas
A emoção violenta
A pulsão sangrenta
Desejo de morte
Desejo de fim da existência.


Brener Alexandre 03/04/2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Sonho agridoce

Sonhei com a beleza da nossa amizade
Sonhei com a fragilidade do meu amor
Você apareceu na cidade
E sua presença provocou-me uma dor.

Uma carona, e tua companhia.
Um sorriso que me tranquiliza.
Paz era o que eu sentia.

Sonhei com um futuro inexistente
Daqueles que brota no coração da gente.
Sonhei com a vida que a gente merecia
Juntos, amigos, amantes e nenhum de nós sofria.

Uma festa, e tua presença aguardada
Uma novidade, surpresa, alegria inesperada.
Paz é o nome dessa sensação bem-aventurada.

Sonhei, como a muito não sonhava
O sonho de um presente que você me dava.
Sonhei como a muito não sonhava
Um sono tranquilo em que você me visitava.

Um sonho agridoce
Choque de realidade
Salgado, amargo, suave
A lembrança, a ferida, e a saudade.


Brener Alexandre 23/03/2017

domingo, 19 de março de 2017

Manhã de Nostalgia

Entre chegadas e despedidas
Minha alma permanece plena de nostalgia
Tem saudade do verão de alegrias
E do outono que se anuncia.
Nessa manhã fria.

Tem saudade do teu bom dia
Do sorriso que te ilumina
Da plenitude de nossas vidas.

Entre idas e vindas
O meu coração saudosista
Percebe na ausência
O valor de uma presença
Constante permanência
Que dá vida a minha existência.

Entre tantos caminhos
Tenho saudade de adjetivos
Advérbios e verbos
Proferidos em segredo
Entre duas ou mais almas cheias de medos.

Entre dois caminhos
Duas estradas separadas
Cercadas de espinhos
Pelo destino dispersadas
Porém misturadas como água e vinho.

Nessa manhã fria de nostalgia
Pensava na alegria
Do que foi em algum dia
Do que será em uma vida
Do que nunca existira.

São lembranças entrecortadas
De alegria e tristeza
De encanto e beleza
De saudade amarrotada
Embalada em ilusões
Como a de muitos corações.


Brener Alexandre 19/03/2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

Fala do Coração II

Deixa o meu coração te falar
Deixa o meu coração te dizer
Deixa o meu coração se expressar
Ele quer permanecer com você.

Nos versos das minhas elegias
O meu coração chora em rimas
Tua ausência percebida
Teu silêncio tagarela.

Deixa o meu coração te falar
Escute o que ele tem a dizer
No olhar silencioso e apreensivo
Que ele quer ficar com você.

Nos versos e nas rimas
Meu coração chora e grita
Tua partida repentina
Tua solidão presente na minha.

O meu coração quer te falar
Permita-se a ouvir o que ele vai te dizer
Da saudade que sente
E da vontade permanente
De estar com você.


Brener Alexandre 17/03/2017