segunda-feira, 20 de maio de 2013

Insônia



Outra noite em claro ironia ou sarcasmo?
A mente lúcida em meio à penumbra
O sentimento de derrota e de abandono
Mergulhado nas profundezas da mente: depressão!

Não tenho sono
Não tenho sonhos
Apenas pesadelos entrecortados pela lucidez.

Sozinho no escuro olhando para as trevas nos meus olhos
Pagando o preço alto que a vida me cobra com juros.

Agora os olhos pesam
Finalmente irei dormir
Espero que o sono seja eterno.

domingo, 19 de maio de 2013

Aidós




Não posso olhar nos teus olhos e tampouco ouvir sua voz
Não tenho coragem de te encarar face a face, não pelos erros que cometi
Não sou digno da tua amizade nem to teu amor
Não sou digno da tua companhia nem da tua lealdade.

É o pudor que me condena
É a vergonha que aponta os meus pecados
É a dor que consome meu estomago e o meu coração que quer purgar a minha alma.

Não sou digno da tua casa e nem das tuas promessas
Não mereço seguir-te, pois as minhas faltas se acumulam sobre as minhas costas
Percebi muito tarde não nasci para os teus bálsamos nem mereço teus perfumes
O pão que me doa generosamente
Nem o vinho símbolo da sua alegria...

A minha alma não pode ser perdoada
Meu espírito não tem o vigor das grandes ventanias do fim do inverno
Não há vida em quem sente vergonha
Nem a morte aplaca a desonra.

Vejo os limites da minha força
Vejo o quão fraco sou...
Cansei de tentar ser forte
Cansei de lutar contra a dor

Se é sozinho que devo viver
Se é sozinho que devo morrer
Como o aquele que vive e morre pela espada, sozinho permanecerei..

Não vou te olhar mais nos olhos
Nem buscar os teus conselhos
Não irei atrás dos teus perfumes
Nem do alimento que é a tua companhia...

Não sou digno do teu serviço
E nem as minhas lágrimas de dor podem redimir a minha falta
Errei, falhei e decepcionei
Era o que eu já esperava
Pois, quem nasceu errado morre errado
Quem nasceu por acidente é acidente para todos

Vivo a minha morte enquanto aguardo morto a minha vida
Que a minha vergonha um dia desapareça
Que a minha honra não sucumba nunca mais
Quando o meu ultimo suspiro vier
E o repouso absoluto do ser, seu ultimo movimento seja como um fechar de olhos para a escuridão eterna do nada.

sábado, 18 de maio de 2013

Misantropia




Até quando estarei convosco?
Até quando raça de mentirosos?
Por que me importunais com as vossas mentiras?
Por que sois para mim pedra de tropeço?

Humanidade será que ela existe?
Justiça ou divindade seria uma contradição?
O que eu sinto pelo ser humano é desprezo em forma de tristeza
Desapontamento traduzido em lágrimas
Um sentimento vexatório externalizado como canto triste.



Outrora pensava que nas benesses da vida social
Outrora pensava que o amor a humanidade é sinônimo de amizade pelo sumo bem
Outrora pensava que a verdade sempre triunfa sobre a mentira

Ah, como me enganei!
Como fui ingênuo!
“A mentira é o poder” mesmo quando “ a verdade é irrefutável”

A verdade é uma mentira disfaçarçada
É um engodo travestido

Tu é lobo em pele de cordeiro
 Engana, ludibria
És o filho da mentira


Humanidade conceito vazio
Amor a humanidade ilusão dos tolos
Misantropia conclusão da minha vida.

Brener Alexandre 18/05/2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Persuasão




Ah, se eu fosse capaz de te enfeitiçar com as palavras
Se o que eu sou ficasse transparente para ti
Se eu fosse só encanto e fosse fácil te seduzir

Quisera eu ter argumentos de razão suficiente
Que o seu coração se convencesse
Que a sua alma se inclinasse
E as minhas palavras te alcançasse

Ah, se eu fosse capaz de te encantar com as palavras
Te fazer deixar-se seduzir pela transparência  das razões que lhe apresento
Razões de um coração sem razão
Razões de uma alma razoável

Não sei persuadir
Não sei encantar e nem enfeitiçar
Posso apenas oferecer me como argumento que se não persuadi por si não haverá
Nenhum outro argumento que o faça...
Persuasão é inclinação da alma
É assentimento do coração à verdade escondida na transparência das palavras.