quinta-feira, 17 de setembro de 2009

lumen

Um brilho ofusca os meu olhos...
ai, me doem as vistas! tropeço nas minhas pernas e caio

luz em excesso é o pecado da justiça
luz de menos não ofusca,obscurece a alma
Alma escura, ai que dor no peito!
alma clara que enfia os pés pelas mãos

lumen... luzeiro que sinaliza para o nada, palavra intraduzivel ou mal traduzida de tudo...

lumem me cega e me faz cair ou me deixa abandonado no escuro...

entre estrelas muitos brilhos sob o sol um grande luzeiro

e o nada me acompanha como cão de rua eu sou só menino brincando na praça
e rindo atoa...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

caminhos

O caminho que sigo me leva a encruzilhada da vida
caminho de nada ser
caminho de algo ser
caminho de determinar o ser

viver é caminhar por entre espinhos
se arranhar é condição para caminhar
não pode faltar ânimo, anima movimento
parar é proibido parar é condição para se plantar no meio do caminho e cultivar tristeza.

caminho do discurso,dicursividade através do qual não me perco, mas assinalo o que vejo e o que sinto...

ambiguidade é a linha que divide a estrada da vida e eu transito entre as duas faixas sem medo....

domingo, 13 de setembro de 2009

shi (morte)

Tânathos é o deus grego da morte juiz sobre os vivos ordena as moiras que cortem o fio da vida.
Epicuro escreveu em sua carta sobre a felicidade que a morte é privação da vida e que portanto a morte é o cessar da dor e do sofrimento e que alma se desfaz por ser ela também matéria.
Eu não vejo a morte como um mal, nunca vi assim, mas seguindo o Bushidô encaro a morte como parte da vida, não me esqueço da compaixão pelos amigos e parentes que perdem entes queridos. compadecer não é ter pena, é sofrer junto de, este é o sentido exato que esta palavra carrega.
"morrer e viver é tão corriqueiro quanto comer uma tigela de arroz" assim ensina o bushidô. Não me esqueço da conversa entre Shaka e Deus:
Deus: "Por que choras Shaka?"
Shaka: "Passei esta manhã pelo ganges e vi muitos mortos"
Deus: "A morte não é o fim de tudo é apenas mais uma etapa para uma nova vida"

A morte em sua indiscrêpancia leva as pessoas que amamos, mas elas continuam vivas em nossos corações e enquanto houver boas lembranças, houver memória ela viverá junto de ti!
e quando a saudade bater lembre-se de olhar para si mesmo e verá que o ente querido estará olhando pra vc junto de Deus e sorrindo velará pela tua felicidade!

"Os mortos desejam a felicidade para aqueles que estão vivos" (keshin Himura)

sábado, 12 de setembro de 2009

Metafísica do amor

Papo filosófico do momento é falar do amor em sua perspectiva metafísica na verdade muito mais prática que metafísica. A começar por dizer que as mulheres são seres de cabelos compridos e ideias curtas, parafraseando Arthur Schopenhauer, uma vez que entidade mais ignóbil, e mais desprovida de inteligência não há que essa na face da terra. Mulheres são seres que se dizem dotadas para amar e nós homens somos seres bélicos (no sentido de insensíveis) a clássica porém ridícula dicotomia "Mulheres são de Vênus e os homens são de Marte" A verdade é que as mulheres são seres excomungados que na maioria dos casos não sabem sequer quando estão com fome. Se as mulheres são dotadas para o amor então o amor de que falamos não passa de capricho e ilusão. mulheres são dotadas para o desejo, para a mentira, para a sedução. são falsos luzeiros um engodo para o coração e sinônimo de perdição. O amor que vem das mulheres são como quimeras que se desfazem em sonhos que viram pesadelos. O amor desce ao coração doce e suave, mas amarga como fel quando lá repousa. é uma mentira nua e crua que os nossos desejos inventam para satisfazer nossas vontades mais sujas.
O amor é uma mentira como uma brincadeira de criança é fechar os olhos para a realidade.
Se vc não tem dinheiro, não tem beleza física e nada mais que lhe valha. esquece o amor, pois tu meu caro está fadado a solidão!