O que é a dor? Penso tal como os estóicos, que a dor não é um mal, e minha inferência para tal, é justamente, porque a entendo como uma mensagem de que algo no meu corpo, ou na minha alma não vai bem. Hoje mais uma vez senti essa dor sem igual, por causa dessa singularidade que sinto diante dos outros, cada vez mais me sinto um alien, um estrangeiro,não partilho da língua, não há cultura semelhante, não há nada igual, é tudo diferente.. tudo outro, um grande outro, no qual não consigo adentrar.
Essa dor que berra na minha alma, e que não consigo apaziguar!
Esse sentimento de estranhamento existencial... me condenando a misantropia e antropofobia!
Eu conheço essa dor a tanto tempo e ela cada vez mais forte destrói minhas esperanças, por que não ter nada a que me apegar! nada e nem ninguém para recorrer..
O amor não existe, é ilusão advinda do desejo.
E não deixo de me esquecer dessas palavras proferidas por mim a tanto tempo atrás:"Não importa o quanto as pessoas desejam, ou se enganem, somos como as estrelas agrupadas em constelações, no entanto distantes umas das outras, milhares e milhares de quilometros de distância."
Só espero nao enlouquecer de dor...
sábado, 12 de junho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Eu e o outro/ O mesmo e o diferente
Não sei porque, mas ontem terça-feira, me senti estranho. não sei se outras pessoas já se sentiram isso, mas ultimamente comigo tem sido frequente essa sensação, na qual me sinto tão eu, tão mesmo, queme sinto diferente de tudo, me sinto o outro, o grande outro em relação ao mundo eu. Me dói a diferença, me dói ser outro. Não me sinto melhor ou "especial" sinto que sou tão singular que nem humanidade possuo, como se fosse o estrangeiro de Camus. Não partilho nada com ninguém, e isso dói.. como se minha determinação ontológica,fosse justamente a não determinação, como se eu fosse uma espécie que não fora católogada.
Esta dialética do mesmo e do diferente, do eu e do outro, tem me marcado profundamente a um certo tempo. Me marcado desmarcando o que sou.
E as sequelas que essa sensação me deixa.. resquicíos de misantropia? Ferida sangrando?
o que tem sobrado até o momento é só uma dor excruciante, essa singularidade eu sinto as vezes que ela me mata por dentro, ou que ela há de matar em algum momento.. " me sinto um estrangeiro,passageiro de algum trem, que não passa por aqui... que não passa de ilusão..."
Esta dialética do mesmo e do diferente, do eu e do outro, tem me marcado profundamente a um certo tempo. Me marcado desmarcando o que sou.
E as sequelas que essa sensação me deixa.. resquicíos de misantropia? Ferida sangrando?
o que tem sobrado até o momento é só uma dor excruciante, essa singularidade eu sinto as vezes que ela me mata por dentro, ou que ela há de matar em algum momento.. " me sinto um estrangeiro,passageiro de algum trem, que não passa por aqui... que não passa de ilusão..."
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Azul claro
Sentado sob o céu numa manhã de quinta-feira, dia frio, mas ainda sim o sol brilhava, sem força, preguiçoso.
Sentado mergulhado em minha solidão, mergulhado no meu eu. evitando tua presença em todos os sentidos. evitando tua lembrança, teu sorriso, teu olhar, teu toque, seu cheiro.
Sentado sob o céu azul claro de um típico dia de outono, eu estava ali parado, fugindo de você. fugindo de mim mesmo, fugindo de todos.
sentado senti a brisa gelada acariciando o meu rosto e o meu desejo de verter lágrimas pelo que não vive, pelos fantasmas que me assombram, pelos desejos brutalmente assasinados pelas circunstâncias.
Sentado eu percebi como uma existência pode ser tão dolorosa, tão sem luz, mesmo sob o brilho do sol, mergulhado na escuridão de minha alma, mergulhado no precípicio da dor, mergulhado na sombra do passado sempre a minha soleira, sempre a espreita para me lembrar dos meus fracassos.
Ao acaso um brinde, a sorte meus pêsames, a esperança o meu perdão.
sentado sob o céu azul claro eu percebi que a solidão é azul, que o frio é azul, que meus medos são azuis claros e que as minhas lágrimas abortadas também eram azuis...
Sentado mergulhado em minha solidão, mergulhado no meu eu. evitando tua presença em todos os sentidos. evitando tua lembrança, teu sorriso, teu olhar, teu toque, seu cheiro.
Sentado sob o céu azul claro de um típico dia de outono, eu estava ali parado, fugindo de você. fugindo de mim mesmo, fugindo de todos.
sentado senti a brisa gelada acariciando o meu rosto e o meu desejo de verter lágrimas pelo que não vive, pelos fantasmas que me assombram, pelos desejos brutalmente assasinados pelas circunstâncias.
Sentado eu percebi como uma existência pode ser tão dolorosa, tão sem luz, mesmo sob o brilho do sol, mergulhado na escuridão de minha alma, mergulhado no precípicio da dor, mergulhado na sombra do passado sempre a minha soleira, sempre a espreita para me lembrar dos meus fracassos.
Ao acaso um brinde, a sorte meus pêsames, a esperança o meu perdão.
sentado sob o céu azul claro eu percebi que a solidão é azul, que o frio é azul, que meus medos são azuis claros e que as minhas lágrimas abortadas também eram azuis...
sábado, 8 de maio de 2010
Falando com franqueza
Você nunca se importou de fato com oque eu senti ou sentia por você, por isso existe desprezo.
A verdade é que para você meus sentimentos não significam nada, são apenas a minha ilusão, minha mentira velada.
A verdade é que você é uma perfeita idiota, se preocupa com que lhe é próprio, e apenas consigo mesma, tem olhos apenas para você mesma, deseja apenas o que lhe convém e eu aqui me perguntando o por que disso?
Também me permitirei ser idiota, me preocupar comigo mesmo, com as minhas coisas, com o que me interessa, te expulsar do meu coração. Deixar minha mente livre da tua lembrança, para que o meu corpo não padeça, para que a minha mente sobreviva e para que ainda reste algo de mim no mundo.
Não preciso do seu abraço, ou do seu carinho, preciso apenas lembrar quem eu sou.
E adoçar minha boca com o sabor entorpecente do néctar para que eu possa dormir e sonhar com as estrelas, a lua cheia e com as evoluções dos planetas.
Porque também eu sou estrela, e erro como os astros sem sentido pelo universo.
A verdade é que você não me ama e nem sabe o que é o amor, não o conheceu vindo de mim e provavelmente não o conheceu vindo de outro.
você finge e engana, e ilude... é tão amaldiçoada pelo teu desejo sem sentido, pela tua hipocrisia que você se reduz a um pesadelo do qual eu só quero acordar.
A verdade é que para você meus sentimentos não significam nada, são apenas a minha ilusão, minha mentira velada.
A verdade é que você é uma perfeita idiota, se preocupa com que lhe é próprio, e apenas consigo mesma, tem olhos apenas para você mesma, deseja apenas o que lhe convém e eu aqui me perguntando o por que disso?
Também me permitirei ser idiota, me preocupar comigo mesmo, com as minhas coisas, com o que me interessa, te expulsar do meu coração. Deixar minha mente livre da tua lembrança, para que o meu corpo não padeça, para que a minha mente sobreviva e para que ainda reste algo de mim no mundo.
Não preciso do seu abraço, ou do seu carinho, preciso apenas lembrar quem eu sou.
E adoçar minha boca com o sabor entorpecente do néctar para que eu possa dormir e sonhar com as estrelas, a lua cheia e com as evoluções dos planetas.
Porque também eu sou estrela, e erro como os astros sem sentido pelo universo.
A verdade é que você não me ama e nem sabe o que é o amor, não o conheceu vindo de mim e provavelmente não o conheceu vindo de outro.
você finge e engana, e ilude... é tão amaldiçoada pelo teu desejo sem sentido, pela tua hipocrisia que você se reduz a um pesadelo do qual eu só quero acordar.
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