As vezes o significado da palavra lutar é tão ambiguo, tão incerto...
as vezes me pergunto se a guerra não foi perdida, se a batalha não foi em vão...
me pergunto se o meu destino vai continuar zombar de mim!
se o seu sorriso irônico vai me perserguir e me lembrar que sempre tenho que combater os meus demônios internos.
Meus medos estão sempre diante de mim acariciam meu rosto antes de cada batalha, cada faísca que sai da minha espada.
Medos que escorrem como o meu suor, dúvidas que sempre hão de permanecer... dúvidas que se firmam como certezas.
lutar é a incerteza de cada dia.
viver é a busca de um sonho.
Meu medo maior é é perceber que um novo tempo pode nunca chegar
que as mudanças nunca ocorreram
que o destino está apenas pregando mais uma peça em mim...
apenas zombando da minha boa vontade, do meu esforço e no fim apenas me lembrar que a minha existência é uma ilusão... um desejo rompido...
o guerreiro que combate sem amanhã está fadado a ser a chama que fumega enquanto a palha seca se dispor como lenha.
O guerreiro sempre tem medo e procura enfrentá-lo, mas as vezes o medo vence e a incerteza se torna apenas desejo de morrer depressa.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Ironia
Tenho feito algumas descobertas interessantes, sobre a vida, de como ela faz piadas inteligentes, de como ela tem um prazer mórbido de rir na nossa cara e fazer da nossa dor a causa do seu prazer, penso que se a vida tem realmente algum sentido, haverei de concordar com Schopenhauer, e dizer que é a dor e não o prazer. Caso contrário seria um paradoxo.
Mas a verdade é que a vida é irônica e gozadora. A vida tem humor negro e se diverte com a nossa desgraça, ri na nossa cara quando estamos chorando. valor inestimavel da nossa derrota diante do que buscamos, nossas inglórias diante de quem amamos, o pouco valor que recebemos, ou o valor que superestimamos dos outros, a esperança fálida de reconhecimento. A irônia é a personificação de Loki deus nórdico que adora pregar peças algumas bem trágicas. A ironia é imparcial, ela ri com você e pode rir de você quase que no mesmo instante.. ela funciona como o regulador da lei deste mundo, aquela lei que todos adoram anunciar, mas que ninguém para pensar se ela pode ser aplicada contra você: " aqui se faz, aqui se paga" e ela certamente estará com você quando você tiver que pagar e vai jogar na sua cara que o mundo é assim.
Mas a verdade é que a vida é irônica e gozadora. A vida tem humor negro e se diverte com a nossa desgraça, ri na nossa cara quando estamos chorando. valor inestimavel da nossa derrota diante do que buscamos, nossas inglórias diante de quem amamos, o pouco valor que recebemos, ou o valor que superestimamos dos outros, a esperança fálida de reconhecimento. A irônia é a personificação de Loki deus nórdico que adora pregar peças algumas bem trágicas. A ironia é imparcial, ela ri com você e pode rir de você quase que no mesmo instante.. ela funciona como o regulador da lei deste mundo, aquela lei que todos adoram anunciar, mas que ninguém para pensar se ela pode ser aplicada contra você: " aqui se faz, aqui se paga" e ela certamente estará com você quando você tiver que pagar e vai jogar na sua cara que o mundo é assim.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
O primeiro diálogo de Platão (Paródia)
Quando Platão resolveu publicar suas ideias e divulgar a sua escola, ele teve a brilhante ideia de escrever todos os seus livros de uma vez, chamou todos os escravos de sua casa e comecou a ditar um por vez os trechos de seus diálogos. Num dado momento enquanto ditava uma fala de Hermógenes para o escravo que redigia o Crátilo, o escravo que redigia o Teeteto desatento a escreve logo abaixo da fala de Sócrates.
Então quando chega a sua vez Platão dita para ele a fala do Teteeto e o escravo o interpéla: __"Mestre,agora não é a vez de Sócrates? por que me ditas a fala de Teteeto?" Platão responde: ___ Como frase de Sócrates escravo! a ultima frase que lhe ditei não foi dita por Sócrates? Platão se aproxima do escravo para conferir o que estava escrito e se irrita ao ver que o escravo desatento copiou uma a fala de Hermógenes estragando o trabalho.
__"Escravo ínutil!" grita Platão enfurecido. __"eu sempre discuto com Aristóteles na escola, todos os dias ele insiste em criticar minhas teorias, diz que a participção das formas não tem consistência lógica! insiste em dizer que minha reflexão política não vai funcionar! e o pior ele sustenta com bons argumentos que os escravos não tem inteligência!Como vou refutá-lo! sim ,porque ele sistematizou a lógica,criou regras para os silogismos e até enumerou os erros de racíocínio chamando-as "falácias não formais" Não é atoa que ele se tornou o professor de lógica da minha escola e eu sei que ele quer a reitoria! até porque quando eu lhe falei das ideias para o meu livro de política "A republica" ele riu e disse que essa coisa de "comunidade" ia destruir a Pólis... isso porque ele não conheceu Alcibiades este sim praticamente quebrou a nossa cidade! Bem, estou vendo que foi uma pessima ideia escrever todos os meus livros de uma vez, achei que assim eu pouparia tempo e poderia divulgar a minha história.. e pensar que Aristóteles já tem manuscritos inteiros de lógica que ele chama de "organon" Ai, Meu Zeus da àgora! dai me paciência e bons argumentos, por que se me der força eu mato e não quero beber cicuta!" Dito isso Platão então chama um outro escravo que acabava de voltar da àgora, Platão o chama: __" ei, você! e o escravo responde: __" sim, mestre o que deseja? platão prossegue: __"sente-se ali quero lhe ditar um texto! É agora que provo para todos que os escravos são inteligentes e refuto aquele Macedônio!" O escravo lhe pergunta: __" Mestre qual será o nome do texto que vou escrever para o senhor?" Platão lhe responde com uma pergunta: " qual o seu nome escravo?" ele responde: __"Menon"...
Então quando chega a sua vez Platão dita para ele a fala do Teteeto e o escravo o interpéla: __"Mestre,agora não é a vez de Sócrates? por que me ditas a fala de Teteeto?" Platão responde: ___ Como frase de Sócrates escravo! a ultima frase que lhe ditei não foi dita por Sócrates? Platão se aproxima do escravo para conferir o que estava escrito e se irrita ao ver que o escravo desatento copiou uma a fala de Hermógenes estragando o trabalho.
__"Escravo ínutil!" grita Platão enfurecido. __"eu sempre discuto com Aristóteles na escola, todos os dias ele insiste em criticar minhas teorias, diz que a participção das formas não tem consistência lógica! insiste em dizer que minha reflexão política não vai funcionar! e o pior ele sustenta com bons argumentos que os escravos não tem inteligência!Como vou refutá-lo! sim ,porque ele sistematizou a lógica,criou regras para os silogismos e até enumerou os erros de racíocínio chamando-as "falácias não formais" Não é atoa que ele se tornou o professor de lógica da minha escola e eu sei que ele quer a reitoria! até porque quando eu lhe falei das ideias para o meu livro de política "A republica" ele riu e disse que essa coisa de "comunidade" ia destruir a Pólis... isso porque ele não conheceu Alcibiades este sim praticamente quebrou a nossa cidade! Bem, estou vendo que foi uma pessima ideia escrever todos os meus livros de uma vez, achei que assim eu pouparia tempo e poderia divulgar a minha história.. e pensar que Aristóteles já tem manuscritos inteiros de lógica que ele chama de "organon" Ai, Meu Zeus da àgora! dai me paciência e bons argumentos, por que se me der força eu mato e não quero beber cicuta!" Dito isso Platão então chama um outro escravo que acabava de voltar da àgora, Platão o chama: __" ei, você! e o escravo responde: __" sim, mestre o que deseja? platão prossegue: __"sente-se ali quero lhe ditar um texto! É agora que provo para todos que os escravos são inteligentes e refuto aquele Macedônio!" O escravo lhe pergunta: __" Mestre qual será o nome do texto que vou escrever para o senhor?" Platão lhe responde com uma pergunta: " qual o seu nome escravo?" ele responde: __"Menon"...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Por que o nome de Hermógenes não é Hermógenes?
O que Crátilo quis dizer ao afimar que Hermógenes não se chama Hermógenes?
No diálogo Crátilo Platão parece brincar fazendo um trocadilho com o nome Hermógenes para introduzir o tema da correção dos nomes (ortotheta onoma). Crátilo diz a Hermógenes, que seu nome não é Hermógenes (303b). Sócrates supõe que Crátilo tenha dito isso pensando na dificuldade que Hermógenes tem de fazer riqueza (384c). Uma vez, que Hermógenes significa: gerado de Hermes ou filho de Hermes (Hermes + genos).
Hermes é o deus grego do comércio e da riqueza, Mas também é o deus que protege os ladrões, responsável em transmitir a mensagem de Zeus aos mortais e demais deuses, Hermes também é o deus da eloquência (peithó)e mestre na arte de enganar(ápate).
Durante a seção de etmológias Crátilo propõe o exame do nome do deus Hermes, para entender porque seu nome não pode ser Hermógenes (407E).
Sócrates explica que: "Hermes é o Intérprete (Tó hermenea), o mensageiro, o astuto (Tó Klopikón) e o enganador (tó apatelón)com os discursos e o comércio;todas estas atividades (pragmatéia) revelam o poder do discurso (logou dynamin)." (407E-408A)
Sócrates continua sua explicação informando que o falar (Tó eirein) é o exercício do discurso. E que Homero emprega várias vezes o termo "emesato" (pensar com criatividade) que significa maquinar (mechanesasthai).E por isso o legislador que organiza, por assim dizer, de entender o deus como "o de discursos bem articulados" (ho mesamenos); O dizer é falar (Tó legein dé estín eirein). Os homens, aquele medita o falar (Tó eirein emesato) será chamado justamente por nós "eiremes"(eirein+emesato) e embelezando o nome, chamamos Hermes." (408A-B)
Depois desta explicação Hermógenes por fim conclui: "Por Zeus!Me parece que Crátilo diz não sem razão que o meu nome não é Hermógenes, pois não sou hábil (eumechanós)no discursar. (408B).
A brincadeira feita por Platão no ínicio do diálogo e retomada durante a seção das etimólogias me parece remeter justamente ao problema que Platão quer solucionar e no entanto não o consegue sobre a correta aplicação dos nomes. o caso de Hermógenes é no mínimo curiosa, já que ele sendo o filho mais jovem de um aristocrata não herdaria o patrimônio, ficando este com o seu irmão mais velho, tal como a lei grega sobre a herança designa. No entanto Hermógenes que assume claramente não ser bom com as palavras depois da etimólogia feita por Sócrates parece explicar porque ele não é de fato um "filho de Hermes" já que ele não conseguiu convencer Sócrates de que os nomes se dão por convenção e nem a Crátilo de sua tese sobre os nomes. Por fim não Herdou as riquezas "paternas", pois nem acesso ao patrimônio financeiro, e nem ao dom da eloquência (peithó)criando assim uma caricatura do naturalismo defendido por Crátilo, do qual Hermógenes discordava. desconheço no entanto a verdadeira opinião de Platão a cerca do assunto, mas me interessei um pouco sobre o papel de hermógenes no diálogo platônico escrevendo um pouco de modo livre sobre o assunto.
Apenas saliento que aquele que estuda os nomes ( papel desempenhado pelo gramático)este é um hermeneuta no sentido estrito da palavra, aqui entendida como interpréte que relaciona o nome a coisa que se quer nomear. papel que no diálogo é exercido por um legislador (nomotheta)e que como fica explicado pela etimologia de Hermes, já que medomai verbo da voz média que origina emesato citado por Platão significa pensar, refletir e até mesmo trabalhar, neste caso o legislador é aquele que trabalha ou pensa as palavrss de modo a ser um interpréte da natureza.
Hermógenes é uma imagem paradoxal neste diálogo, representa a dificuldade de conciliar physis e nomos (natureza e lei) duas instâncias que sempre lutaram pela psyché (alma) dos homens e da pólis representada pela politéia (constituição).
Por fim este texto tem apenas um caráter reflexivo sobre um diálogo que merece um estudo sério e detalhado de seu conteúdo, no entanto queria exprimir em palavras oque eu estava pensando a respeito de Hermógenes e de seu papel no diálogo em alguma outra oportunidade poderei rever meus erros e corrigi-los aqui deixo apenas esta primeira impressão.
No diálogo Crátilo Platão parece brincar fazendo um trocadilho com o nome Hermógenes para introduzir o tema da correção dos nomes (ortotheta onoma). Crátilo diz a Hermógenes, que seu nome não é Hermógenes (303b). Sócrates supõe que Crátilo tenha dito isso pensando na dificuldade que Hermógenes tem de fazer riqueza (384c). Uma vez, que Hermógenes significa: gerado de Hermes ou filho de Hermes (Hermes + genos).
Hermes é o deus grego do comércio e da riqueza, Mas também é o deus que protege os ladrões, responsável em transmitir a mensagem de Zeus aos mortais e demais deuses, Hermes também é o deus da eloquência (peithó)e mestre na arte de enganar(ápate).
Durante a seção de etmológias Crátilo propõe o exame do nome do deus Hermes, para entender porque seu nome não pode ser Hermógenes (407E).
Sócrates explica que: "Hermes é o Intérprete (Tó hermenea), o mensageiro, o astuto (Tó Klopikón) e o enganador (tó apatelón)com os discursos e o comércio;todas estas atividades (pragmatéia) revelam o poder do discurso (logou dynamin)." (407E-408A)
Sócrates continua sua explicação informando que o falar (Tó eirein) é o exercício do discurso. E que Homero emprega várias vezes o termo "emesato" (pensar com criatividade) que significa maquinar (mechanesasthai).E por isso o legislador que organiza, por assim dizer, de entender o deus como "o de discursos bem articulados" (ho mesamenos); O dizer é falar (Tó legein dé estín eirein). Os homens, aquele medita o falar (Tó eirein emesato) será chamado justamente por nós "eiremes"(eirein+emesato) e embelezando o nome, chamamos Hermes." (408A-B)
Depois desta explicação Hermógenes por fim conclui: "Por Zeus!Me parece que Crátilo diz não sem razão que o meu nome não é Hermógenes, pois não sou hábil (eumechanós)no discursar. (408B).
A brincadeira feita por Platão no ínicio do diálogo e retomada durante a seção das etimólogias me parece remeter justamente ao problema que Platão quer solucionar e no entanto não o consegue sobre a correta aplicação dos nomes. o caso de Hermógenes é no mínimo curiosa, já que ele sendo o filho mais jovem de um aristocrata não herdaria o patrimônio, ficando este com o seu irmão mais velho, tal como a lei grega sobre a herança designa. No entanto Hermógenes que assume claramente não ser bom com as palavras depois da etimólogia feita por Sócrates parece explicar porque ele não é de fato um "filho de Hermes" já que ele não conseguiu convencer Sócrates de que os nomes se dão por convenção e nem a Crátilo de sua tese sobre os nomes. Por fim não Herdou as riquezas "paternas", pois nem acesso ao patrimônio financeiro, e nem ao dom da eloquência (peithó)criando assim uma caricatura do naturalismo defendido por Crátilo, do qual Hermógenes discordava. desconheço no entanto a verdadeira opinião de Platão a cerca do assunto, mas me interessei um pouco sobre o papel de hermógenes no diálogo platônico escrevendo um pouco de modo livre sobre o assunto.
Apenas saliento que aquele que estuda os nomes ( papel desempenhado pelo gramático)este é um hermeneuta no sentido estrito da palavra, aqui entendida como interpréte que relaciona o nome a coisa que se quer nomear. papel que no diálogo é exercido por um legislador (nomotheta)e que como fica explicado pela etimologia de Hermes, já que medomai verbo da voz média que origina emesato citado por Platão significa pensar, refletir e até mesmo trabalhar, neste caso o legislador é aquele que trabalha ou pensa as palavrss de modo a ser um interpréte da natureza.
Hermógenes é uma imagem paradoxal neste diálogo, representa a dificuldade de conciliar physis e nomos (natureza e lei) duas instâncias que sempre lutaram pela psyché (alma) dos homens e da pólis representada pela politéia (constituição).
Por fim este texto tem apenas um caráter reflexivo sobre um diálogo que merece um estudo sério e detalhado de seu conteúdo, no entanto queria exprimir em palavras oque eu estava pensando a respeito de Hermógenes e de seu papel no diálogo em alguma outra oportunidade poderei rever meus erros e corrigi-los aqui deixo apenas esta primeira impressão.
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