domingo, 16 de março de 2014

O Olhar e o sorriso


Vi o teu olhar e me encantei
Na profundeza de seus olhos eu me perdi
Olhos tão belos quanto o céu estrelado
Olhar misterioso que desamarra o desejo.

Vi o teu sorriso e me alegrei
Tua boca desenhada por mãos divinas
Teus lábios com textura de pêssego.
Sorriso amoroso que suscita felicidade.

Entre o teu olhar e o teu sorriso confuso fiquei
Mergulhado nos mistérios que a tua alma oculta nos teus olhos
Atordoado pelo brilho luminoso do teu sorriso.

Seus olhos tem a beleza da poesia lírica
Seu sorriso o doce sabor da ambrósia
Esses olhos que param o tempo para mim quando os contemplo
Esse sorriso que me faz esquecer tudo o que me cerca.

Sempre que vejo seu olhar me deixo ser seu prisioneiro
Escravo por escolha dos teus mistérios
Sempre que vejo seu sorriso sou agraciado
Pois na beleza dos teus lábios me foi dado a alegria de presente.

Nos teus olhos vejo o brilho do que é invisível a todos
E no teu sorriso vejo o beijo da luz do sol amando a terra todas as manhãs.


domingo, 9 de março de 2014

Exilium



Tive que ir embora de sua vida.
Fui embora da sua memória
Não estou na suas lembranças, não mais...

Almejei seu coração como pátria minha
Desejei ser cidadão do seu amor...
Me inclinei para contemplar tua face, mas você não deixou.

Exilado... errante...
Sem pátria e sem amante...
Sem destino, vacante...

Exilado, de alma destruída.
Banido com alma ferida.
Quem sou eu para reprovar seus caminhos?

Já não contemplo teus olhos
Já não faço parte da tua história
Por respeito a tua liberdade
Ainda que em meu peito habite a saudade.

Mas você nunca foi embora meu amor
Sua lembrança ainda vive no meu coração
Porque o que eu sinto por você extrapola a razão
É maior que o meu ser, sai pelos poros da alma
E possui a mesma beleza do por do sol
A mesma alegria do canto do sabiá.

Fui embora, era preciso
Não nos falamos mais, era necessário
Tentar curar a minha doença as custas da minha solidão
Tentar sarar com sangrias intermináveis.

Exilium...
Ostracismo... do coração
Alma banida para sempre
Saudade de uma pátria que nunca foi minha.

sábado, 8 de março de 2014

Mulher

 
É da tua suavidade que o mundo precisa.
É do teu modo particular de cuidar que a vida clama sem cessar
Seu jeito de olhar as coisas ao redor é mais sábio que o meu.

Não há palavras que descrevam adequadamente a mulher
Porque ser mulher não cabe na definição, principalmente se sai da cabeça masculina.
Mulher é doçura forte
É sutileza franca.
Mulher é céu azul da manhã de sol esperada
É chuva fina que cai a noite.

A mulher transcende conceitos e definições
É expressão de emoções que estão soltas e saltadas aos olhos.
Parece frágil sem ser fraca
É fragilidade ou suavidade?
Brandura ou fraqueza?
A mulher é forte como uma rocha
É branda como a luz da vela
Suave como a brisa do entardecer.

Mulher é o escudo para a alma
É a candura do sorriso
A alegria da amizade
E o fogo devorador da paixão
É o tempero da felicidade
Me valeu o esforço de tentar dizer
Para você como você é importante para mim,
Mulher.



Essa é uma homenagem do Licheu a todas as mulheres!


terça-feira, 4 de março de 2014

Silêncio IV




Você não vê o silêncio dos meus olhos
Tão pouco eu vejo o silêncio dos teus...
Já não ouço a sua voz
Já não me lembro do teu cheiro
Só me lembro do silêncio

Só me resta o vazio do abandono
Só me resta a ausência dos sentidos
Mudez que grita
Que ensurdece...

Você já não ouve a minha voz
Fechou seus ouvidos para o meu amor
Você já não ouve as batidas do meu coração
Talvez nunca tenha ouvido.

Meu silêncio permanece
É o vazio que você me deixou por herança
Meu silêncio é teu e o teu silêncio é gritaria para mim
Não é protesto é indiferença
Meu silêncio é tristeza na alma e o seu é apenas seguir em frente sem mim.