domingo, 19 de março de 2017

Manhã de Nostalgia

Entre chegadas e despedidas
Minha alma permanece plena de nostalgia
Tem saudade do verão de alegrias
E do outono que se anuncia.
Nessa manhã fria.

Tem saudade do teu bom dia
Do sorriso que te ilumina
Da plenitude de nossas vidas.

Entre idas e vindas
O meu coração saudosista
Percebe na ausência
O valor de uma presença
Constante permanência
Que dá vida a minha existência.

Entre tantos caminhos
Tenho saudade de adjetivos
Advérbios e verbos
Proferidos em segredo
Entre duas ou mais almas cheias de medos.

Entre dois caminhos
Duas estradas separadas
Cercadas de espinhos
Pelo destino dispersadas
Porém misturadas como água e vinho.

Nessa manhã fria de nostalgia
Pensava na alegria
Do que foi em algum dia
Do que será em uma vida
Do que nunca existira.

São lembranças entrecortadas
De alegria e tristeza
De encanto e beleza
De saudade amarrotada
Embalada em ilusões
Como a de muitos corações.


Brener Alexandre 19/03/2017

sexta-feira, 17 de março de 2017

Fala do Coração II

Deixa o meu coração te falar
Deixa o meu coração te dizer
Deixa o meu coração se expressar
Ele quer permanecer com você.

Nos versos das minhas elegias
O meu coração chora em rimas
Tua ausência percebida
Teu silêncio tagarela.

Deixa o meu coração te falar
Escute o que ele tem a dizer
No olhar silencioso e apreensivo
Que ele quer ficar com você.

Nos versos e nas rimas
Meu coração chora e grita
Tua partida repentina
Tua solidão presente na minha.

O meu coração quer te falar
Permita-se a ouvir o que ele vai te dizer
Da saudade que sente
E da vontade permanente
De estar com você.


Brener Alexandre 17/03/2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

Silêncio XII

O teu silêncio me cala
A tua alma me encanta
O teu sorriso me desarma
E o teu olhar me inflama

O meu silêncio me dói
O meu amor me corrói
A minha alma sofrida
Ante teu olhar se arrepia.

O teu silêncio me devora
A tua alma me consola.
O teu sorriso é chama
E o teu olhar me conclama.

O meu silêncio é medo
O meu amor não é apenas desejo.
A minha alma dolorida
Te chama e delira.

O teu silêncio é respeito
De um coração verdadeiro
De uma alma pura
De um olhar de candura.

O meu silêncio é receio
De uma alma com medo.
Que sente o sofrer no amar

O sofrer do poeta
O pensar do filósofo
O rezar do religioso
Tudo é silêncio entre você e eu.
Tudo é vazio entre nós
Tudo é dor para quem ama calado
E não se sente querido e amparado
É mística entre o sagrado e o profano
Entre Deus e o humano
Entre a acolhida e a rejeição
No silêncio e na solidão.


Brener Alexandre 16/03/2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Amor ofertado em flor

Nesta flor te ofereço o amor que sinto,
Nesta flor feita de versos escritos neste recinto.
Nas palavras recitadas em segredo, escondido.
No íntimo do meu quarto, longe dos teus olhos.

Nesta flor o amor é ofertado.
Em silêncio em cada palavra recitado.
Com o coração fora gravado em papel.
Em meio às confusões de babel.

Tantos desentendimentos, silêncios e receios
Tantas palavras entrecortadas entre a realidade e o devaneio.
Uma flor: uma rosa, um lírio
Uma paixão: um desatino.

Nesta flor que te ofereço, ofereço amor e carinho.
Nesta flor feita de versos escritos do meu coração ao seu.
As palavras recitadas em silêncio como uma oração.
No íntimo do meu quarto, longe dos teus olhos
No segredo do meu coração.


Brener Alexandre 21/01/2017