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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Bela Vênus

Estrela matutina brilha antes do sol nascer.
Anunciando o novo dia que está para acontecer.
Uma deusa reluzente que possui fases como a lua.
Encanta quem lhe olha manifestada na aurora.

Estrela vespertina brilha antes de escurecer
Segue o sol devagarinho até desaparecer.
Divina e discreta brilha na linha do horizonte.
A deusa do amor que se coloca como ponte.

Entre tardes e manhãs
Entre escuridão e luz
Um trajeto do infinito
Se liga feito circulo
Limite dos destinos da estrada do zodíaco.

Bela Vênus deusa grega passeia na biga divina
Velando pelos mortais que seguem a sua sina.
Bela Vênus flor belíssima da abóboda celeste.
Faz o teu caminho leste-oeste.

Tua beleza, Vênus divina, toca o nosso intelecto.

De fato, deusa luminosa, tu és a flor mais bela do universo.

sábado, 22 de agosto de 2015

Lado escuro da lua

Só ontem me dei conta de que só viam o lado escuro da lua.
O lado escuro da alma, lado oculto do espírito.
Só ontem me dei conta da escuridão escondida
Da penumbra que existia.

Um lado escuro que nem eu mesmo via, embora soubesse que existia.
Um lado oculto que todos veem, embora escondido, ofuscado, embora em segredo, manifestado.
Só ontem percebi o lado oculto esburacado, ferido e chagado.
Escuro e frio nunca iluminado e sempre escondido é o lado obscuro apercebido.

Só ontem percebi o lado escuro da lua,
O lado escuro do espírito, lado escondido da alma.
Só ontem tomei nota da escuridão que me aturdia
Da penumbra que existia.

Um lado escuro que eu via, porém fingia que não existia.
Um lado oculto que assusta e todos veem, manifestado como um eclipse.
Uma penumbra que ofusca o brilho refletido.
Uma sombra projetada pelo destino.

Só ontem me dei conta do que vi, o lado oculto da lua.
O lado escuro da alma, lado obscuro do espírito.
Só ontem notei a escuridão velada
As feridas provocadas engolidas pelo breu.
A penumbra que cobre o lado oculto,
A escuridão que gela a alma,
Obscuro caminho de dor,
Segredos da alma que sofre,
Lado nunca iluminado,
Sempre escondido da luz,
De costas é açoitado
Pelas dores soturnas da alma,
Pela falta da luz do coração.


sexta-feira, 20 de março de 2015

Efemeridade Astronômica

Você se manifesta para mim como uma efemeridade astronômica
Como um cometa de passagem em ciclos longos
Como uma chuva de meteoros com data específica.

Você se manifesta para mim como uma efemeridade astronômica
Como um eclipse você se esconde na minha vida.

Você se manifesta para mim como um evento de astronomia
Te quero em torno de mim como os satélites de um planeta.
Te quero em conjunção, dois iguais com paixão se encontrando
Dois universos colidindo e de brilho forte como duas estrelas nascendo.

Você se manifesta para mim como uma efemeridade astronômica
Às vezes aparece por muitos dias, às vezes some tão rápido que só poderia te capturar por meio de uma fotografia.
Você se manifesta como uma efemeridade, um sopro, uma brisa.
Você se manifesta camuflada, escondida.

Epifania efêmera que causa saudade
Fenômeno fugaz
Amor fugidio
Ausência belíssima
Coração partido.


quinta-feira, 12 de junho de 2014

Estrela solitária

Eis uma estrela que brilha triste e sozinha
Seu brilho fulgurante ilude e fascina.
Multicolorida ela enche os olhos.
Mas intocável e distante sua solidão não comove.

Seu brilho é passado apagado e fosco.
Sua beleza não é vista, ignorada com endosso.
Uma estrela solitária foi vista no céu noturno.
Brilho raro quase apagado imperceptível no escuro.

Há pessoas que pensam que as estrelas podem agrupar
Em constelações multicoloridas como a razão desejar.
É com verdade e tristeza que te digo meu amigo.
As estrelas estão muito longe, distantes umas das outras,
Como os humanos que destino!

Estrela solitária, estrela quase apagada.
Imperceptível é o seu brilho
Sua beleza quase rara.
Está lá parada sozinha e isolada.
Uma estrela intocada nunca antes reparada.
Um dia o seu brilho finalmente se extinguirá

E a estrela solitária vazio há de se tornar.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Supernova

A estrela cresceu, a estrela aumentou.
A estrela explodiu e caos se tornou.
A estrela era brilhante e mais brilhante ficou.
Mas um dia o seu brilho se apagou.
Pequenina ela cresceu, sua massa aumentou.
Seu tamanho anuncia que o seu fim chegou.

Brilhante e reluzente como o último suspiro.
Explosão fulgurante ela morre e não dá gemido.
O seu brilho vai se apagando, pouco a pouco, devagarinho.
Por fim, o breu, a estrela se apagou.
Um buraco, um vazio, a supernova nos deixou.

As estrelas como os homens também morrem pode crer.
Agrupada em constelações, mas separadas até morrer.
Os homens são assim, agregam com o invisível.
Mas longe uns dos outros, estão abandonados e sozinhos.

A estrela que um dia brilhava no céu
Já não mais será luzeiro no universo ao léu.
A estrela que eu pensava que toda noite se acendia.
Apagada para sempre estará como muitas e muitas vidas.

A estrela de grande brilho aos poucos foi desaparecendo.
Um vazio, um buraco no céu esmaecendo.
Está estrela que outrora por você suspirava.
Pela falta do seu amor nunca mais será tocada.
Estrela reluzente que um dia no céu brilhou.

Descanse em paz estrelinha que a minha noite um dia iluminou.