segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Indepêndencia

meu vôo matinal...
brisa no rosto...
ventania na escuridão...
não preciso de nada.. só de ver as estrelas e me lembrar a cada dia que respiro esperança e alegria...

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pistes

Acredito na noite escura, no céu estrelado em aglomerados abertos dançando em torno da terra.
acredito no sol que nasce e se põe todos os dias nos enganando com o seu movimento aparente, ilusão de ótica que a física explica por meio da matemática precisa..

acredito em Deus e deuses entidades metafísicas intocáveis pelo intelecto humano
acredito na poesia, na ciência e na fé por isso acredito.....

acredito em olhares, olhares são o espelho com o qual o outro nos vê
acredito em sorrisos, verdadeiros embaixadores da amizade
acredito na loucura doce e insana marcada pela libido e o desejo de ser o que não é.


acredito em carícias caminho para o aconchego e para o prazer.
acredito na música e na literatura fontes de elasticidade da alma do homem.

acredito na coragem por que é ela que motiva a acreditar a apostar no que não vejo, no que não conheço a fundo... é ela que me faz ter "pistes"

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Matsuri

E o fim do inverno vem chegando e os deuses nos presenteiam com flores e sol...
Festival de cores, tapetes naturais e um sorriso estapado no rosto.
celebrando a vida que ressurgi do frio e o meu coração aquecido pelo sol se sente lépido e feliz em saber que os filósofos também brincam e que os poetas também podem amar!
dor no meu peito não existe, oque há de verdade é risos e brisa da manhã
Festival divino e eu sigo a procissão que me guia até o coração do universo!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Inominável

Hoje eu compreendo porque você achava estranho andar de mãos dadas comigo
hoje eu entendo porque o sorriso bastava apenas para um de nós.

Não passei nem passarei noites em claro por você
Não vou chorar sua perda porque vc também me perdeu

perdeu-se as flores as folhas e a árvore secou outra vez
o inverno mais rigoroso dos últimos tempos...
Congelou o meu ser, congelou minhas lágrimas e as secou no vapor do gelo seco de uma alma seca como a minha...

meu sorriso esconde solidão, meu olhar não olha porque se perdeu na porta aberta que deixei para trás

e o sofrimento é uma verdade incontestável

não tenho nome, não tenho ser
sou vazio de sentido por que não há sentido sem você

o relógio voltou a girar para mim
as areias da ampuleta de Chronos voltaram a cair
e a vida continua inominável sendo vida sem nome não pode ser expressa.