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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Duas Parabolas

O Rádio fora de frequência

Uma alma perturbada, isto é, sem tranquilidade, confusa é semelhante a um aparelho de rádio fora de frequência.
Ora, o seu oposto, ou seja, uma alma tranquila é como um rádio bem ajustado. Mas imagine uma situação em que tentamos ajustar o rádio para que o som fique limpo e ao tentar ajustar a frequência o desajustamos, o rádio não é um rádio digital, mas um modelo mais antigo que exige paciência para ser ajustado.
Ao tentar ajustar a frequência para obter o som limpo qualquer movimento mínimo pode fazer com que percamos a estação sintonizada e no mais das vezes não é fácil resintonizar a estação perdida.
A alma, com efeito, é semelhante a um rádio analógico, o qual muitas vezes perde a sintonia, ou quando tentamos ajustar sua sintonia para melhorar a qualidade da frequência acaba por sair da estação sintonizada. E como é difícil recobrar a harmonia, perder os ruídos e tornar a ouvir um som inteligível.

O animal maltratado


Qual é a reação natural de um animal vítima de maus tratos?
Tal animal seria capaz de confiar em qualquer um que se aproxime dele?
Não terá medo de ser maltratado? De que possam atentar contra sua existência?
Não fugirá da dor de reviver os maus tratos de outrora?
O animal maltratado é movido pela natureza a se proteger de qualquer um que se aproxime. Ele fica encolhido para criar um ambiente seguro para si. O animal maltratado se esconde para não ser encontrado, não quer ser visto porque tem medo, não há segurança em qualquer lugar, e os riscos de confiar sua integridade a quem se aproxima é demasiado alto para ser feito.

Quem quer ter a confiança do animal maltratado deve ir devagar. Não pode parecer uma ameaça. Precisa ser paciente saber que suas investidas nem sempre trarão resultado imediato até que por fim pode se colher os frutos. Se houver perseverança e paciência e verdadeiro interesse em fazer o bem.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alegoria do brinquedo quebrado ou com defeito

Que criança podendo escolher brincaria com um brinquedo quebrado?
Qual a utilidade do brinquedo quebrado?

Uma criança só brinca com um brinquedo quebrado quando não dispõe de um brinquedo em perfeitas condições.
 Afinal, é muito mais legal brincar com um carrinho com rodinhas do que sem rodinhas, uma boneca com braços e pernas e cabeça do que sem estas partes do corpo.
Portanto, leia atentamente esta pequena parábola:
Havia duas crianças, uma que nunca teve um brinquedo na vida e outra que tinha muitos brinquedos todos inteiros bem conservados; acontece que a criança que nunca tivera um brinquedo encontrou um carrinho sem rodinhas e brincou muito com ele.
Até que um dia ganhou uma caixa com uma frota de carrinhos novos, todos com rodinhas carrinhos de todo o tipo. Qual então foi o destino daquele carrinho sem rodinhas? Provavelmente foi esquecido em algum lugar da casa, ou mesmo jogado ao Lixo.

A outra criança, que tinha muitos brinquedos bons, certa vez notou que as asas de um aviãozinho havia se quebrado e como havia outros aviõezinhos e tantos outros brinquedos simplesmente o deixou de lado pegando pó, pois porque haveria de consertá-lo? Se havia tantos outros brinquedos que poderiam substituí-lo?
Tantos outros brinquedos que lhe proporcionariam momentos de alegria e descanso, em que ele não teria que se preocupar em tentar consertar o brinquedo, sem saber se daria certo. Por que me preocupar? – se perguntaria a criança, pois se está quebrado, é porque está velho e obsoleto, porque eu perderia o meu tempo tentando arrumá-lo? Ou pediria a alguém que o fizesse? Se tenho tantos brinquedos este não me fará falta. Seria assim, mesmo que chorasse no primeiro instante, mesmo que cogitasse de arrumá-lo, se conformaria e o abandonaria em função de ter outros brinquedos em melhor estado de conservação.