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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Eu queria

Eu queria um abraço,
apertado e sincero.
oferecido com esmero.

Eu queria um beijo.
molhado,
casto,
de amor verdadeiro.

Eu queria um abraço,
meus braços entrelaçados.
Eu queria um beijo,
dois lábios encostados.

Eu queria não querer,
ter você,
Eu queria não te perder.
Eu queria que a saudade,
fosse um sonho,
um pesadelo.
Que a distância que machuca.
não me deixasse com medo.

E que toda falta que alguém nos faz
fosse maldade.
E que a ausência não tirasse a paz.
de verdade.

Eu queria um abraço,
um beijo,
um sonho,
um desejo.

Eu queria sorrir com franqueza.
Sem medo, pura gentileza.
Eu queria não querer,
estar com você.
Brener Alexandre 30/07/2017

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Janela aberta

Deixei a janela aberta.
Quero que saiba que eu estou em casa.
Porque a saudade que tenho de ti aperta.
E tuas pegadas somem como fumaça.

Deixei a janela aberta e a luz acesa.
Porque tenho medo da solidão.
Porque às vezes o silêncio queima.
E tua ausência é parte da minha escuridão.

Deixo a janela aberta e não apenas uma fresta.
Está escancarada, e não entreaberta.
Porque a janela anuncia a minha espera.
Te convida e não segreda.

A Janela está aberta.
É canal de comunicação.
Mesmo em silêncio.
É a linguagem do coração.

A janela te conta em segredo.
Sussurra no ouvido dos teus olhos,
Os meus medos meus anseios,
Minhas alegrias minhas tristezas.
Te fala no silêncio tagarela.
Do que acredito e a minha alma professa.


Brener Alexandre 03/07/2017

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sinais de Amor

Quantos acenos silenciosos te fiz?
Quantos sinais de amor te enviei?
Entre imagens e mensagens
Imagens-mensagens, comunicação da minha alma a tua.

Quantos sinais silenciosos?
O desejo da minha mão de segurar a tua.
O olhar terno que quer te penetrar o íntimo.
Os versos que manifestam palavras não ditas.
Quantos sinais de amor te enviei?
No wi-fi do pensamento?
Na conexão malograda do meu desejo?

Escuta minha mensagem silenciosa.
Escuta meu coração te falando.
Escuta o que o meu afeto te fala.

Tantos sinais mudos
Tantos sinais que gritam
Sinais que dizem tudo sem falar nada.
Sinais que segredam o desejo.
Que atuam no mistério.
Do convite e da liberdade.
Do querer e da saudade.
Do sinais que se esvaziam,
Quando incompreendidos.


Brener Alexandre 28/12/2016

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Fio de cabelo

O fio de cabelo presente anunciava tua ausência recente.
Memória da presença perene.
Recorda-me da sua iminente partida.

Fio de cabelo solitário ali esquecido
Na cadeira deixado.
Um encontro a pouco consumado.

Fio de cabelo,
Fio de novelo,
Puxa da memória o desejo.
Puxa do labirinto o segredo.

Fio de cabelo,
Fio de desejo,
Lâmina da memória,
Me corta enquanto narra sua história.

Fio de cabelo,
Fio do destino,
Esticado devagarinho.
Um pedacinho do teu ser esquecido de mansinho.

Fio de cabelo delator da tua presença ausente.
Da tua partida recente.
Do desejo te ter por perto um pouco mais.
De encontrar na tua companhia um pouco de paz.


Brener Alexandre 20/04/2015

domingo, 15 de novembro de 2015

Phoné

Nossas vozes se encontram entre tantas vozes dissonantes.
Entre timbres variados e sons desconcertantes.
Exprimem emoções e aspirações misteriosas.
Vozes que se encontram entre alegrias ruidosas.

O som da tua voz em mim vibra quando me toca.
Me traz felicidade alegria e me reconforta.
Tua fala segura me abraça em segredo.
Revela ao meu coração uma porção de desejos.

E a minha voz como lhe toca?
Te traz arrepios ou lhe arranca suspiros?
Produz o sorriso ou dá calafrios?

Nossas vozes se encontram cheios de confiança.
No tom adequado que cabe a esperança.
Exprime sua caminhada, sua trajetória de vida.
Fala da tua história menina entusiasmada.

E a voz do poeta que vos escreve...
Quando lhe fala teu sangue ferve?
Quando recita, teu coração palpita?
Te provoca alegria ou é pra ti uma desdita?

Tua voz me encanta mais que o canto de Yara.
Corta a minha tristeza como navalha afiada.
Transforma o pensamento em poesia
Emoções em versos
Palpitações em fantasia.


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Equidistantes

Éramos iguais, porém separados como dois pontos da extremidade de uma reta. Éramos semelhantes, mas de gênero e número diferentes como se fôssemos de espécies diferentes.
Cada palavra tua me toca e me beija como a brisa das quatro horas da tarde, quando tu falas vejo teus olhos me contemplando e a tua mão segurando a minha com ternura. O tempo para por um instante, ele também quer te ouvir.

Éramos iguais de um ponto de vista diferente de uma visão a partir de lugar nenhum. Somos equidistantes e de algum modo a química e a física nos impele um ao outro como uma cadeia atômica em movimento.

Distantes pelo espaço, mas próximos em espírito e se encontros existem é na alma que se dão os verdadeiros encontros. Nunca te olhei no fundo dos olhos para saber que você é verdadeira em tudo até nas mentiras e até nos pequenos jogos e brincadeiras.
Nunca te olhei nos olhos porque nunca estive ao teu lado, não somos como retas paralelas, somos extremos de uma linha contínua que não tem começo e nem fim, pois somos fim-começo um para com o outro.

Nosso ponto de partida é o nada! O nada pensar, o nada fazer é um ócio que culmina na vontade de ser destino de ser enviado para algum lugar entre o vazio e o infinito. Somos equidistantes antípodas secretas que só quem vê de fora percebe porque quem está vendo não vê a simetria dos corações, mas crê que tudo é assimétrico, que tudo é desmedido.

Uma distância interposta sim, por nós mesmos e pelo destino uma equidistância alcançável apenas pela força da vontade pelo querer-desejo de um encontro possível na alma e para alma.

Somos equidistantes, iguais, porém antípodas. Somos antípodas, iguais, porém diferentes, mas uma diferença que se identifica e se reconhece um no outro.

domingo, 9 de novembro de 2014

Fragância

Seu perfume são como as setas que indicam o caminho para o mistério. Seu perfume revela a bela flor que te tornastes ao desabrochar em segredo. Um perfume forte e suave.

Tão forte que me arrebata a força, me carrega no teu encalço, me conduz a ti arrastando me pelo jardim a fora. Suave como o toque das tuas mãos sobre a minha, suave como seu olhar gentil e puro. Teu perfume é armadilha e me captura e me domestica.

 Seu perfume é o próprio mistério. E quando me vejo dentro do mistério fico angustiado porque não tenho no que me segurar.
Pois, já não há toque suave das suas mãos e nem olhar doce e puro, não há mais força que arrebata, há apenas mistério, suspense que suspende tudo e me deixa carregado no vazio dos segredos que a doce fragrância que exala de ti ao me entorpecer com os feitiços do amor me conduzem a uma angustiante luta contra Eros.

Seu perfume é um caminho que percorro sem medo apesar da angustia. Um caminho que provavelmente não vai me levar a lugar algum, no entanto toda caminhada em busca de uma flor rara que desabrocha em segredo vale a pena, já que quem a busca não pretende arrancá-la, mas deseja apenas sentir sempre que possível o aroma suave que exala de suas pétalas nos dias quentes de primavera.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Entre o miserável e o sábio: confissões filosóficas

"Portanto, se algum desses que invectivam contra a filosofia repetir o seu refrão habitual: ‘Por que, em suas palavras, há mais energia do que em sua vida? Por que você abaixa o tom de voz diante de um superior, e acha que o dinheiro é um meio necessário, abala-se com um prejuízo, chora ao ficar sabendo da morte da esposa ou da morte de um amigo, cuida de sua reputação e se deixa afetar por boatos malévolos? (...) Mais adiante, eu irei ainda mais longe do que suas invectivas e farei a mim mesmo mais recriminações do que você imagina; por ora, eis o que lhe respondo: Eu não sou um sábio e (para que a sua malevolência fique feliz) nunca serei. Exija, pois, de mim, não que seja igual aos melhores, mas apenas melhor que os maus; a mim me basta cortar a cada dia um pouco dos meus vícios e repreender os meus extravios. Eu não fiquei completamente bem de saúde, e nem vou conseguir ficar; estou fabricando para a minha gota antes paliativos do que remédios, feliz se os ataques se tornam menos freqüentes e as dores menos fortes; mas comparado com os seus pés, eu, débil, sou um corredor. Digo isso, não por mim (pois, estou submerso em todos os vícios), mas por aquele que conseguiu alguma coisa. " Sêneca, Sobre a vida feliz XVII,1.3-4.

Enquanto lia a obra: Sobre a vida feliz me deparei com essa passagem que me tocou bastante, por se tratar  de uma confissão pessoal de um homem que experimentou as vicissitudes da vida, o que engloba a boa e a má fortuna. Então, eu quis também engrossar o coro dos que se reconhecem como um homem “submerso em todos os vícios” e “ruim demais para saber acolher as graças de Deus” e lembrar com Diógenes que “aspirar à filosofia também é filosofar”.

Posso dizer não sem indignação contra a mim mesmo, que também eu estou nessa luta, e ciente de que a minha saúde me oprime bem mais do que eu gostaria e, sabendo o quanto é difícil manter com coragem o ânimo diante de tantos combates com o único propósito de me manter vivo, de sobreviver.

A verdade é que até o momento tenho buscado uma infelicidade serena certo de que só assim poderei almejar uma felicidade modesta. Galgando cada passo de uma vez, caindo e tropeçando, cego e surdo, com dores eu vou caminhando resistindo em silêncio, e bradando no meu íntimo contra a minha existência, certo de que se tenho alguma virtude, creio que seja a coragem, mas não porque sei o que se deve temer ou não, como ensina o Sócrates do diálogo Protágoras, mas porque em tal estado insisto em enfrentar a vida quando poderia muito bem entregar os pontos e dar o último suspiro. Tudo o que posso fazer é tentar amenizar a dor e na medida do possível e com bravura me colocar diante dos meus vícios e das minhas misérias, creio que esse é o gesto mais corajoso que um homem pode ter. Penso realmente que este é um ato de coragem legítimo, pois, que reconhecer suas fraquezas, seus medos e saber-se miserável é prova senão de virtude, ao menos, prova de que a ama, assim como se ama a verdade.

Eu que sou débil, e manco, que sou o mais miserável dos homens procuro acompanhar os passos de homens e mulheres melhores que eu, e vou caindo como se não soubesse andar direito atrás desses verdadeiros seres humanos pensando que se ao menos conseguir acompanha-los serei senão feliz, ao menos, menos infeliz. Porque a chance que tenho ao segui-los de me tornar menos patife e mais homem é maior do que se eu simplesmente ignorasse todos os meus vícios e pensasse que sou a encarnação da virtude.

Creio que como o Eros de Platão, eu também, estou entre o pior dos homens e o mais divino deles, o pior porque sou miserável e o divino porque aspiro ao que de melhor o homem pode almejar para si e para os outros. Se, com efeito, eu fraquejo diante da dor não pense que é por covardia, é antes porque a virtude ainda me falta e a sabedoria mais do que tudo. Ciente da minha ignorância procuro ser menos pedra de escândalo para os outros consciente de que ainda o sou para mim mesmo.

Então, quando me ver fraquejar e sucumbir aos meus medos, quando ver que eu estou chorando e bradando contra a existência não me julgue como se julga o sábio e o verdadeiro homem de virtude, porque o que estará diante dos seus olhos é apenas um homem miserável atolado até o pescoço em seus vícios que está tentando a todo custo sair do lamaçal. No mais das vezes enfrento tudo isso sozinho: o silêncio, a noite escura, os medos, o pânico e tento agir com o mínimo de covardia e o máximo de coragem que a pouquíssima virtude que adquiri me permitir.
Por isso, peço desculpas através na forma de uma confissão filosófica sincera, não porque eu mereça desculpas, mas porque a verdade me impele a ser sincero e franco comigo mesmo antes de tudo, pelas vezes que fraquejei e ainda irei fraquejar, pelas vezes que ainda irei tombar diante dos meus inimigos, pelas vezes que ainda irei bradar contra a minha existência, até que lutando as batalhas diárias afim de vencer a guerra da vida eu possa, ao menos, alcançar a infelicidade serena e tranquila e quem sabe poder me dar o luxo de aspirar a felicidade modesta.

E, se não sou capaz de ser amigo da minha solidão, é por fraqueza e não por covardia, se almejo sua companhia é mais por amizade do que por desejo, e se amei mais a pessoa do que a mulher que dá forma a pessoa é porque vi na mulher mais do que pode ser desejado e menos do que é digno de ser frequentado pela afinidade que o simples desejo oferece.

Um dia espero que entenda que aos amigos o maior bem e o aos inimigos um bem maior ainda, é o que o homem mais miserável deve desejar quando consciente de suas misérias e pecados. Vence-se um vício por vez e quando todos os vícios se amontoam contra o homem de bem ele se vê em grande perigo, pois que cercado e impelido pela coragem não pode largar a lança e o escudo, mas deve enfrentá-los ao preço de morrer aniquilado pelo tormento do fracasso diante de um inimigo mais numeroso e que usa da vileza para vencer ao invés da justiça.

Eu também, não sou sábio e se sou filósofo o sou por amar o saber e não por ser sábio.
Sou filósofo porque optei por ser justo ainda que nem sempre consiga sê-lo e, por fim, optei por ser filósofo porque optei por ser humano ainda que não entenda o que isso realmente significa.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Hetaira

Minha companheira
Minha amada
Permita-me ver o teu sorriso mais uma vez
Permita-me tocar o teu corpo e sentir teu cheiro uma vez mais!!

Não me importa, o tempo contigo é eterno
Não me importa o que dizem as más línguas
É o teu olhar que cura minhas feridas
É o teu beijo que mata a minha sede
São as tuas carícias que despertam o humano em mim.

Teus cabelos longos realçam teu rosto
E a escuridão dos teus olhos iluminam o teu sorriso
Meu sorriso é completo em ti
E o meu desejo não cessa se não repousa em teus braços.

Minha companheira, minha amiga adorada
Minha companheira, minha amante, minha amada
O verdadeiro compromisso é firmado sem palavras
O carinho legitima qualquer união
O verdadeiro amor não é expresso em palavras, mas em gestos.

Andas comigo até quando estás longe de mim
Porque teu cheiro está impregnado no meu corpo
Teu sabor não sai da minha boca jamais
E o que há de mais belo em ti está esculpido em minha alma.

Cada momento contigo foi único pra mim
E não gostaria de perder a lembrança grata que tenho de cada segundo contigo.
Quando adentro teu quarto é como se não houvesse problemas
Como não se não houvesse nada além de olhares
Além de toques suaves e um timbre de voz que me lembra o vento passando mansinho.

Contigo o profano é sacralizado em gestos simples
O sagrado é resignificado
Tempo eterno
Amor livre
Não há políticas
Não há escravos e nem senhores
Apenas você e eu entre aromas que misturam o celestial sabor da entrega, o mundano desejo de permanecer eterno como as estrelas.

quinta-feira, 10 de março de 2011

PORNH

Me importa o teu ser inteiro
Que o teu desejo almeje liberdade
Que a tua alma não se esvazie
E que o teu corpo seja reflexo da sua felicidade

Me importa que não te esqueças de quem és
Que não te percas por caprichos
Que não se esqueças para onde vai
E quando voltares não te medo olhar para trás

Me importa de fato, que sejas feliz acima de tudo
Que não tenha medo do amanhã
Porque o medo do amanhã pode interromper os teus sonhos
E o hoje bate a tua porta ligeiro e te cobrando o que tu não deve a ele.

Me importa quando estou contigo é desfrutar do que tens de mais belo e mais limpo
Um coração cheio de esperança, verdadeiro desejo, causa do amor sincero.
Não te iludas, esperança, é esperar, mas não pare, siga em frente, só olhe para trás quando quiseres te recordar daqueles que te amaram incodicionalmente.

Me importa que sejas respeitada, que não te rebaixes para ninguém contra tua vontade.
Que só te ajoelhes a quem se ajoelhou por ti.
Se te sentires suja, lembra-te o meu respeito te limpou
Se te sentires triste, lembre do meu sorriso e tome-o para si.

Me importa que não te esqueças que antes do teu corpo eu amei tua alma
Que antes de desejar-lhe a boca desejei que não te esquecestes do ser humano que és.
E acima de tudo pela liberdade da palavra amiga, pelo toque suave do afeto, me convidando para a cama do prazer, não fostes convidada ser inumana, mas convidada a descobrir na philia o sentido da equidade que une dois amantes pelo respeito.

Me importa te lembrar que embora para muitos o dinheiro possa significar dignidade
Para mim ele apenas sinalizou o caminho do teu coração
Mas isso nunca significou que tua humanidade fosse menor
Porque acreditar que o dinheiro determina o que somos é o mesmo que afirmar que não somos livres para escolher o caminho que vamos percorrer.

Lembra-te és livre, és digna de respeito, és amável, e tua ternura e liberdade não se compram ainda que a tua cama tenha um preço.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Manazashii

Como pode alguém possuir olhos que guardam com timidez os desejos ocultos da carne?
E com beleza e doçura nos encantar com o seu modo de olhar, seu jeito gracioso de andar.
Como pode ter olhos serenos cor de amêndoa, duas jaboticabas maduras e vistosas incrustadas em seu glóbulo ocular.

Tens cabelos escuros e longos como as noites de inverno.
Sua pele é quente e macia como as manhãs de primavera.
seu corpo tem as quatro estações do ano divididas entre o prazer e a tristeza de cada instante.

Tua boca é perdição! de tão bela enche os olhos e os faz afogar em sua beleza.
teu corpo é fogueira que queima o corpo alheio com tanto calor que emana das chamas sinuosas.

Seus olhos discretos não me convidam a conhecer o segredo!
eu mesmo adentro curioso buscando os mistérios que envolvem o seu olhar.
desejoso de sentir o calor das suas mãos. a maciez do seu abraço
o sabor do seu beijo quente.
tua respiração como brisa da manhã no meu pescoço.
e a tua voz suave como a correnteza do riacho, sua voz tão límpida como a água mais pura que já provei.
Olhos, boca, as mãos. tudo em ti é belo, formoso
cheio de graça e suavidade.

Se me perco em teus caminhos foi por que senti o aroma de rosas que exala do teu corpo e como o canto das sereias me faz perder a razão e sucumbir aos seus desejos ocultos.
E me entrego aos teus olhos querendo apenas servir de alimento para o fogo que há em ti.