domingo, 20 de julho de 2008

insanidade

A noite insana e profana tem um o quê de sagrada!
É como a deusa da caça um pouco fria e de olhos turvos,
não tem companhia e vive da ilusão e do sonhos tolos de quem se embriaga em devaneios.
Não segue a excelência, mas a apenas claudica com os que tropeçam no escuro.
Insanidade é o dia nublado de outono, quando ainda não é seco.
Insanidade é sonhar acordado e quebrando a realidade em cacos, vendo seu reflexo nos pedaços, inteiro nos pedaços como o macrocosmo no microespaço do nosso ser. É como a transa louca numa noite qualquer em lugar qualquer.. nada importa apenas o momento, o vazio, o nada.. É como um gozo sem prazer.. um suspiro sem emoção.. insana é a alma que perde o sentido que não é dado, nem revelado, mas sentido como a própria existência convertida em vivência se faz presente na liberdade prisioneira do meu eu.

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