domingo, 7 de setembro de 2008

Solipsismo

Minha alma tudo desconhece, tudo estranha.
Minha alma não reconhece a si mesma;
é como espelho quebrado;
é como rio seco de leito raso;
minha alma é assim, tão só que é só ausência
tão sozinha que esta solidão é só vazio.
Não tem átomo nem quantum;
nem nêutron, nem próton.
Tem só o só, tem só o ismo de solus unicus
de solus ipso!
Minha alma é só e é também um monte de presenças inertes e sem vida.
Um monte de lembranças amontadas para apodrecer ao sol.
É isso... sozinho em si mesmo, tão sozinho que dói ver
Tão sozinho que é só sentimento;
tão sozinho que nem a fome de você sacia.
nem a morte põe fim a essa solidão.
E a vida.. a vida é apenas a solidão em curso natural em meio a muitas solidões enganadas por aí.

4 comentários:

Thuany. disse...

"e a vida.. a vida é apenas a solidão em curso natural em meio a muitas solidões enganadas por aí..."

pefeito, falou tudo. Muito lindo!

será que nos acostumamos com a solidão?

penso que talvez sim ou então acabas elouquecendo.

Shibumi disse...

Boa caro Brener...
Tamo ai.

brasilidade disse...

"...nem a morte põe fim a essa solidão..."

Somente o tempo... o mais belo dos deuses.

Dessa disse...

Muito bonito e muito profundo!!!!
VC tava mesmo inspirado!