quarta-feira, 16 de junho de 2010

mito e o rito

Mesmo ainda sentindo essa solidão aguda, essa estranheza diante da vida, estou feliz, por que como sempre consigo, na medida do possível transformar os dias 15 e 16 de junho em um dia só, um dia em que para mim o mundo para, um dia em que os problemas não existem, é verdade que fico preguiçoso, manhoso etc, mas a verdade é que tenho muito orgulho de mim mesmo, de quem eu sou e acima de tudo do que eu quero ser no futuro.
eu sustento o rito do meu aniversário, 48 horas em que extravaso minha alegria, meus sonhos como ser humano normal, sustentando o mito de que preciso para viver. para ser melhor.
acho que aniversário é um dia nosso, um dia meu, ou seu em que fazemos o que gostamos, estamos com quem queremos estar e ainda estando sozinho, sorrimos para nós mesmos e regozijamos de alegria apenas por sentir uma brisa suave ou de receber aquele telefonema tão aguardado.
meu mito é a minha própria existência, que quase não foi, mas que me enche de orgulho ao me dar conta de que sou um vencedor e sobrevivente eterno, neste mundo cruel!

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