domingo, 9 de março de 2014

Exilium



Tive que ir embora de sua vida.
Fui embora da sua memória
Não estou na suas lembranças, não mais...

Almejei seu coração como pátria minha
Desejei ser cidadão do seu amor...
Me inclinei para contemplar tua face, mas você não deixou.

Exilado... errante...
Sem pátria e sem amante...
Sem destino, vacante...

Exilado, de alma destruída.
Banido com alma ferida.
Quem sou eu para reprovar seus caminhos?

Já não contemplo teus olhos
Já não faço parte da tua história
Por respeito a tua liberdade
Ainda que em meu peito habite a saudade.

Mas você nunca foi embora meu amor
Sua lembrança ainda vive no meu coração
Porque o que eu sinto por você extrapola a razão
É maior que o meu ser, sai pelos poros da alma
E possui a mesma beleza do por do sol
A mesma alegria do canto do sabiá.

Fui embora, era preciso
Não nos falamos mais, era necessário
Tentar curar a minha doença as custas da minha solidão
Tentar sarar com sangrias intermináveis.

Exilium...
Ostracismo... do coração
Alma banida para sempre
Saudade de uma pátria que nunca foi minha.

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