segunda-feira, 7 de abril de 2014

Diário das minhas memórias

Encontrei a nossa conversa transcrita na memória
Meu diário pessoal de recordações de tempos que não voltam mais
Sorri com o seu sorriso e chorei de saudade de ti.
O fio tênue do amor se partiu
As correntes da amizade se romperam na solidão.

Mergulhei a minha alma nas lembranças de outrora
Nossas conversas de dias inteiros sem fim
Duas solidões separadas por palavras
Você era o sol nascente e a lua cheia que alegrava o céu do meu viver
E agora é a escuridão dos eclipses sem fim que eu tenho que suportar.
A sua alegria era uma dádiva que Deus havia me dado.
Sua simplicidade é o vigor das tuas virtudes.

Não cesso de lembrar, querendo esquecer...
Acessando os diários da memória...
Esse veneno, essa droga, que me tira a razão.
Me faz perder o ar, e me arrasta como um escravo.

Encontrei sua humanidade outra vez, mas o silêncio tomou conta de mim.
Fui condenado à solidão e agora só me resta a companhia das memórias...


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