domingo, 20 de abril de 2014

Elegia do coração desfigurado II


Teu não é mãe de todos os nãos
Tua negação é asfixia para o meu ser
É a confirmação da minha inaptidão
É o medo que se confirma como negação.

È a distância que nos separa que me mata aos poucos
Mina meu gozo por existir
Essa luz lançada sobre mim só me cega e não me permite prosseguir.

Venha segure a minha mão, venha me ajude a caminhar
Me ensina a respirar novamente
Recolha os fragmentos do meu ser
Os pedaços de alma destroçados pelas ironias da vida.

Teu não é a metáfora da solidão
Tua escolha moldou radicalmente a minha vida
Olhe para trás e veja que não saio do lugar
Estou paralisado de medo porque fui deixado só.



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