sábado, 19 de abril de 2014

Exilium II


Fui afastado pela solidão
Meu crime foi amar sem consentimento
Por ti eu lutaria com um anjo ainda que ficasse coxo como Jacó.

O exílio é como a morte para mim.
Longe de ti a vida perde sentido
Não há luz que dissipe as trevas
E não há motivos de júbilo.

Eu destruí todas as chances de concórdia contigo
Sou o único culpado em tudo
O exílio para mim é digno
O sofrimento que carrego é justo.

Queria que soubesse que a minha alma chora de saudade.
Que o meu coração entoa cânticos de tristeza
O meu espírito dilacerado pelo remorso
E como um fantasma errante eu percorro a cidade.

Exilado eu vivo todos os dias como a penumbra de uma sexta feira santa
Não há sábado de aleluia para mim
Apenas uma quaresma sem fim.


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