quarta-feira, 9 de abril de 2014

Prisão

Vejo os limites da minha força
Percebo que a minha vontade é fraca
O que depende de mim, afinal?
Estou preso nesse mundo solitário
Onde tudo me é estranho, irreconhecível.

Vejo os limites do saber
Vejo que a razão nada significa.
Percebo que não há vontade diante dessas grades
O que depende de você, afinal?
Será que você vai fazer? Virá me libertar?
Essa prisão invisível me enfraquece a cada dia, aguardando meu último suspiro.

Essa prisão intransponível feita pela dor
Essas grades feitas de liberdade e de amor
Esse labirinto que me desorienta
Essas memórias são como um torturador

O que depende de mim, afinal?
Depender do que?
Perguntas para as quais respostas não há!
Essa prisão feita de liberdade...
Essa luz que não passa de escuridão...
Esse prazer que emerge da dor.

Essa prisão se construiu sozinha, e me separou de você.
Essa prisão sem chaves que me arruína
Essa cadeia que não foi feita por você.
As grades dela são feitas de liberdade
A liberdade é como uma corrente atrelada ao pescoço
E na verdade paralisa me todo.


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