sábado, 22 de agosto de 2015

Lado escuro da lua

Só ontem me dei conta de que só viam o lado escuro da lua.
O lado escuro da alma, lado oculto do espírito.
Só ontem me dei conta da escuridão escondida
Da penumbra que existia.

Um lado escuro que nem eu mesmo via, embora soubesse que existia.
Um lado oculto que todos veem, embora escondido, ofuscado, embora em segredo, manifestado.
Só ontem percebi o lado oculto esburacado, ferido e chagado.
Escuro e frio nunca iluminado e sempre escondido é o lado obscuro apercebido.

Só ontem percebi o lado escuro da lua,
O lado escuro do espírito, lado escondido da alma.
Só ontem tomei nota da escuridão que me aturdia
Da penumbra que existia.

Um lado escuro que eu via, porém fingia que não existia.
Um lado oculto que assusta e todos veem, manifestado como um eclipse.
Uma penumbra que ofusca o brilho refletido.
Uma sombra projetada pelo destino.

Só ontem me dei conta do que vi, o lado oculto da lua.
O lado escuro da alma, lado obscuro do espírito.
Só ontem notei a escuridão velada
As feridas provocadas engolidas pelo breu.
A penumbra que cobre o lado oculto,
A escuridão que gela a alma,
Obscuro caminho de dor,
Segredos da alma que sofre,
Lado nunca iluminado,
Sempre escondido da luz,
De costas é açoitado
Pelas dores soturnas da alma,
Pela falta da luz do coração.


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