quinta-feira, 16 de março de 2017

Silêncio XII

O teu silêncio me cala
A tua alma me encanta
O teu sorriso me desarma
E o teu olhar me inflama

O meu silêncio me dói
O meu amor me corrói
A minha alma sofrida
Ante teu olhar se arrepia.

O teu silêncio me devora
A tua alma me consola.
O teu sorriso é chama
E o teu olhar me conclama.

O meu silêncio é medo
O meu amor não é apenas desejo.
A minha alma dolorida
Te chama e delira.

O teu silêncio é respeito
De um coração verdadeiro
De uma alma pura
De um olhar de candura.

O meu silêncio é receio
De uma alma com medo.
Que sente o sofrer no amar

O sofrer do poeta
O pensar do filósofo
O rezar do religioso
Tudo é silêncio entre você e eu.
Tudo é vazio entre nós
Tudo é dor para quem ama calado
E não se sente querido e amparado
É mística entre o sagrado e o profano
Entre Deus e o humano
Entre a acolhida e a rejeição
No silêncio e na solidão.


Brener Alexandre 16/03/2017

sábado, 21 de janeiro de 2017

Amor ofertado em flor

Nesta flor te ofereço o amor que sinto,
Nesta flor feita de versos escritos neste recinto.
Nas palavras recitadas em segredo, escondido.
No íntimo do meu quarto, longe dos teus olhos.

Nesta flor o amor é ofertado.
Em silêncio em cada palavra recitado.
Com o coração fora gravado em papel.
Em meio às confusões de babel.

Tantos desentendimentos, silêncios e receios
Tantas palavras entrecortadas entre a realidade e o devaneio.
Uma flor: uma rosa, um lírio
Uma paixão: um desatino.

Nesta flor que te ofereço, ofereço amor e carinho.
Nesta flor feita de versos escritos do meu coração ao seu.
As palavras recitadas em silêncio como uma oração.
No íntimo do meu quarto, longe dos teus olhos
No segredo do meu coração.


Brener Alexandre 21/01/2017

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Sinais de Amor

Quantos acenos silenciosos te fiz?
Quantos sinais de amor te enviei?
Entre imagens e mensagens
Imagens-mensagens, comunicação da minha alma a tua.

Quantos sinais silenciosos?
O desejo da minha mão de segurar a tua.
O olhar terno que quer te penetrar o íntimo.
Os versos que manifestam palavras não ditas.
Quantos sinais de amor te enviei?
No wi-fi do pensamento?
Na conexão malograda do meu desejo?

Escuta minha mensagem silenciosa.
Escuta meu coração te falando.
Escuta o que o meu afeto te fala.

Tantos sinais mudos
Tantos sinais que gritam
Sinais que dizem tudo sem falar nada.
Sinais que segredam o desejo.
Que atuam no mistério.
Do convite e da liberdade.
Do querer e da saudade.
Do sinais que se esvaziam,
Quando incompreendidos.


Brener Alexandre 28/12/2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Girassol

Vi um girassol a sorrir
E como girassol queria seguir
A luz que irradia do teu sorriso.
O brilho que ilumina nossos caminhos.

Vi um girassol a chorar
E como girassol queria morar
Nos dias ensolarados de tua vida.
No calor do teu abraço que aconchega.

Vi um girassol...
Acompanhando o astro rei silencioso
Vi uma flor no meu jardim
Que não fora plantada por mim.

Vi um girassol obsequioso
E como girassol a seguir teimoso
A luz que traz alegria
O brilho que fascina
O canto que hipnotiza.

Tu és girassol menina,
Tu és o sol que brilha,
Um diálogo que nunca finda.

Tu procuras luz fora de ti,
Enquanto tu imitas o sol,
No brilho do sorriso,
Na ternura que acolhe.

Tu és girassol menina,
O girassol que vi crescer,
O girassol que vi florescer,
De beleza que segue e imita a beleza do astro-rei.


Brener Alexandre 21/11/16