sábado, 4 de outubro de 2014

Intuição (Reflexões Eleáticas)

Intuição é uma forma de olhar. É uma forma de perceber que apreende as sutilezas e que toca com suavidade a realidade.
Ver não é só enxergar, pois muitos enxergam e poucos vêem. Muitos olham, mas poucos percebem o que olham. A intuição é o modo de olhar que nos faz ver além do que os olhos captam, é a nossa capacidade de decifrar o real captar o sentido e compreender.

A intuição é, com efeito, os olhos da mente que penetram com acuidade e exatidão a mística do ser e o desvela para a inteligência.
Quem não se permitir intuir é cego, tem a pior das cegueiras, posto que é incapaz de ver a realidade preso ao que os sentidos físicos lhe revelam vê apenas o que aparece, apenas neblina e vultos silhuetas dançantes, sombras vazias.
Sem a intuição o saber se perde é como andar por uma cidade desconhecida sem um mapa nunca sabemos se estamos no caminho certo ou se estamos perdidos, somos forçados a confiar apenas no que vemos e no que nos e dito sem jamais tentar examinar o que se nos manifesta.
A intuição exige o exame, é uma ferramenta importante para a inteligência porque instrui os sentidos e corrige a imediatez de suas conclusões.

É a intuição que percorre o caminho de Parmênides, é ela que como Eros quer ser mais do que é e subir até o céu das idéias. Esses olhos invisíveis, que fazem com que a realidade seja descortinada a cada insight, momento único em que a mente se coloca atenta enquanto busca a verdade.

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