sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Morte

Na morte dos outros reconheço a minha própria finitude.
De tal sorte, a morte compreendida ainda em minha juventude.
Intervalo de tempo como um piscar de olhos.
Como o percurso do sol durante o dia.
Na morte dos outros reconheço os traços do que chamamos vida.

Na minha própria morte irei ver o infinito?
Ou o abismo escuro escondido?
Morte, sono profundo.
Morte, destino de todos os seres vivos.
Morte, única realidade conhecida dos homens.

Na morte dos outros reconheço a minha própria morte.
Morte, mudez que me cala a força.
Morte, lágrimas que escorrem de saudade.
Morte, memória da finitude.

“Do pó viestes e ao pó retornarás...”
Na morte encontrei o segredo,
Que ainda me mantém vivo o desejo,
Na finitude descobri o sentido,
Que ainda me mantém vivo,
Que ainda me faz lembrar que possuo um coração pulsando no meu peito.


Brener Alexandre 12/08/2016

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